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Hist?rico:
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02.12.2006
O ANKH
OU CRUZ ANSATA


Toth segurando uma cruz ansata, recebe oferendas de flores de lótus.
A cruz com a alça, conhecida como ankh ou cruz ansata, é uma das figuras ou símbolos mais importantes encontrados nos templos do Egito Antigo. Ela aparece gravada nas colunas dos templos de Karnak, Edfu e em outros lugares. Pode-se vê-la também gravada ou pintada em murais no Templo de Luxor, no Templo de Hatshepsut, Medinet Habu e outros, bem como em obeliscos e nas paredes de túmulos. Cenas vívidas pintadas em paredes de templos ou túmulos muitas vezes representam um deus estendendo o ankh ao faraó.
Um exemplo disso está no túmulo de Amenhotep II onde vemos o ankh sendo-lhe
entregue por Osíris.
Em lugar da parte vertical superior, acima dos braços da cruz, em geral associada ao cristianismo, esse detalhe da cruz egípcia é ovalado, ou tem a forma de uma alça. Para os egípcios antigos isto significava vida e o símbolo, na verdade, é conhecido como
a chave da vida.
Para nós, essa figura é um triângulo isósceles.
Trata-se do hieróglifo ou sinal que, quando apresentado com o ankh, significa para sempre.



29.11.2006

A Ourivesaria

A ourivesaria egípcia nos legou peças de extrema delicadeza. Colares, pulseiras, anéis, diademas, broches e amuletos deslumbram até hoje aqueles que têm oportunidade de ver de perto essas raras peças expostas nos museus de todo o mundo. As mulheres egípcias guardavam tais preciosidades em estojos, de onde elas saíam nas ocasiões especiais para embelezar suas donas.


O trabalho em ouro e prata ocupava grande número de artífices, pois além de todos os adornos que o faraó e sua corte possuíam e usavam, não havia templo que não tivesse o seu tesouro.
Nas oficinas começava-se por pesar o ouro e a prata antes destes metais serem enviados àqueles que os deviam trabalhar.
A balança compunha-se de uma coluna onde se encavava a cabeça de Maât, a deusa Verdade, provida de um cutelo de metal e de um braço munido de uma agulha ao centro, do qual estavam suspensos, por uma corda tripla, dois pratos iguais.
No momento da pesagem, bastava pousar o braço com todos os seus acessórios sobre o cutelo e verificar se os pratos se equilibravam. Os pesos tinham a forma de um boi sentado nas patas traseiras. O escriba, que retirara do estojo a paleta e o cálamo, registrava os resultados na presença do chefe dos artífices do templo que se apoderava do ouro acabado de pesar e o remetia aos artífices.
VER MAIS:
http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/ourivesa.htm

"É melhor tentar, ao invés de sentar-se e nada fazer; É melhor falhar, mas não deixar a vida passar; Eu prefiro na chuva caminhar, do que em dias tristes em casa me esconder; Prefiro ser feliz, embora louco, do que viver infeliz em são conformismo."
(Martin Luther King)



MÓVEIS EGÍPCIOS
Os móveis da tumba de Tutancamon (c. 1333 a 1323 a.C.), mostraram ao mundo o grau de suntuosidade a que chegou a marcenaria egípcia. Além de peças produzidas para uma clientela refinada, também houve produção em massa de um mobiliário mais modesto. Cofres, tronos, bancos, poltronas, armários, camas, apoios para nuca, ataúdes, arcas, leitos de repouso e leitos funerários eram alguns dos móveis fabricados. Basta olhar as peças para perceber que o marceneiro egípcio sabia tudo sobre sua arte e já empregava técnicas utilizadas hoje em dia.
As camas possuíam pés ornamentados, às vezes na forma do deus Bes, uma divindade que era representada como um anão fazendo caretas e que tinha o dom de evitar acidentes domésticos como, por exemplo, as quedas. Sob o leito eram colocados os utensílios de toucador e o vestuário, guardados em um cofre, bem como um escabelo. Tamboretes e banquinhos também aparecem nas ilustrações compondo o mobiliário dos quartos de dormir.
A maioria dos móveis recebia incrustrações de elementos decorativos em metal ou madeira rara e inscrições e vinhetas em faiança ou esmalte. Terminado o trabalho do marceneiro, o móvel era entregue aos seus colegas que deveriam completá-lo com gravuras ou pinturas. Preferiam trabalhar com madeiras importadas da Sicília e do Líbano, pois o Egito dispunha de poucas árvores, sendo que a palmeira, a mais abundante delas, é de aproveitamento difícil. A oliveira, a figueira, o sicômoro e o cedro forneciam o material necessário.
VER MAIS:
http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/moveis.htm

"Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir."
( Khalil Gibran )


MINERAÇÃO

http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/minerar.htm
Ouro, cobre e turquesa eram alguns dos minerais que os egípcios extraiam e com os quais produziam magníficas obras de arte. O ouro era abundante no deserto oriental, uma vasta região de rochas montanhosas, situado entre o Nilo e o Mar Vermelho, uma fonte de muitos minerais e pedras duras usadas em grandes quantidades pelos antigos artífices. Na foto acima vemos a entrada da galeria de uma das minas de ouro dessa região. Agregadas às antigas rochas do deserto havia depósitos não apenas de ouro, mas também de prata, cobre, chumbo, ferro e zinco. Os dois últimos minerais não foram explorados no Egito faraônico. Os demais eram todos conhecidos dos egípcios desde os tempos pré-dinásticos.
O ouro ocorria tanto no aluvião dos leitos dos wadis, quanto nos veios de quartzo branco que estavam presentes nas rochas ígneas da grande cadeia central de montanhas situada entre o Nilo e o Mar Vermelho e que corre paralelamente ao rio. A retirada do metal do aluvião era uma tarefa simples, não exigindo mão-de-obra especializada, mas apenas água para lavar o material aurífero. Colocando o aluvião numa superfície inclinada e fazendo correr água sobre ele, o material mais leve era arrastado e o ouro, mais pesado, ficava para trás como finas partículas ou, ocasionalmente, como pequenas pepitas.
Várias fontes de minerais estavam localizadas a leste do Egito. Uma delas era o monte Sinai, de onde os egípcios extraíram turquesas, desde a III dinastia (2649-2575 a.C.). Até fim do Império Novo (1070 a.C.), e cobre, no período entre a XVIII e a XX dinastias (1550 a 1070 a.C.). No que se refere às turquesas, em certas épocas houve um povoamento egípcio permanente na zona de sua extração. Já no que diz respeito ao cobre, parece que as minas eram exploradas pela população local, sob controle dos egípcios.
Os egípcios deixaram poucos registros escritos falando diretamente da natureza de suas expedições mineradoras ou sobre a organização das suas minas. Nos locais de onde se extraíram os minérios também não há inscrições oficiais, provavelmente porque a rocha na qual ocorria os veios de quartzo, geralmente granito, não se prestava a ser esculpida. A passagem dos trabalhadores pelas áreas de mineração é atestada por ocasionais grafitos deixados nas rochas de arenito. É certo que em alguns períodos houve assentamento permanente de homens nessas regiões desérticas e sabemos que o banimento para tais áreas era uma das punições infringida aos criminosos pelas cortes judiciárias.

vá abrindo caminhos como a água que desce
cantando da montanha.
Outros te seguirão..."
(Antoine de Saint-Exupéry)


Banquetes Egípcios
Preparativos para a realização de um banquete envolviam toda a criadagem e movimentava toda a casa. A residência era lavada e caiada e os seus jardins varridos com esmero. Um boi era abatido e sua carne devida-mente preparada. Gansos eram assados no espeto. Revisava-se o estoque de cerveja, vinhos e licores. Frutos eram empilhados na forma de pirâmides em pratos e tabuleiros de vime.
No dia da festa, caso as visitas a serem recebidas fossem muito ilustres, os donos da casa as recebiam em pé perto da entrada e as conduziam através do jardim até o interior da residência. Em outros casos, os anfitriões permaneciam na sala de recepção e os convidados eram recebidos pelos criados e pelas crianças. Terminados os abraços e feitos os cumprimetos de praxe, que eram verbalmente longos e rebuscados, cada pessoa tomava o seu lugar no salão.
Os donos da casa sentavam-se em cadeiras de espaldar alto, cujas partes de madeira eram incrustadas de ouro e prata, turquesa, cornalina e lápis-lazúli. À disposição de alguns convidados colocam-se também assentos muito luxuosos. Os outros contentavam-se com tamboretes em X ou mesmo com tamboretes de pés verticais. Em casa das pessoas humildes, as pessoas sentavam-se simplesmente sobre esteiras. Os assentos preferidos pelas raparigas eram os coxins de couro, muito bem trabalhados. Os homens colocavam-se de um lado, as mulheres de outro. O moralista Ptah-hotep, que sabia o que dizia, recomenda aos jovens, e mesmo aos homens maduros, convidados para uma casa amiga, que não olhem demasiado para o lado das mulheres. Isto não era uma regra absoluta. Quando se reuniam os homens e as mulheres, os serviços não eram separados. O convidado podia, se o desejava, ficar junto de sua esposa.
http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/banquete.htm


JARDINS EGÍPCIOS
Os antigos egípcios gostavam imensamente de possuir jardins em suas residências e deles cuidavam com muito esmero. Tanto no campo quanto na cidade, cada proprietário queria ter o seu e cultivar verduras, legumes e frutas. Os que tinham poucas posses plantavam pelo menos algumas árvores nos pequenos quintais de suas moradias. As pessoas abastadas mandavam construir jardins que rivalizavam em exuberância e dimensões com as próprias residêndias.
Tendo em vista o clima quente e árido do Egito, o papel refrescante dos jardins sempre foi importante. Eles eram formados por quadrados e retângulos cortados perpendicularmente por aléias guarnecidas de flores, sombreados por caramanchões e ladeados por árvores frutíferas tais como videiras, tamareiras, figueiras e palmeiras. Belos cachos de uvas azuis, que os egípcios adoravam saborear, pendiam e ornamentavam os ramos das videiras. À sombra de quiosques sob as árvores, os donos da casa faziam suas refeições durante o verão. As bebidas eram refrescadas em grandes recipientes ocultos por entre a folhagem, ao lado de mesas e prateleiras nas quais os criados arrumavam com arte as várias iguarias da culinária egípcia. Os gansos do Nilo circulavam livremente pelos pátios e jardins, tolerados em liberdade pelo fato de serem excelentes guardas com seu grito rouco. Todo jardim possuia o seu lago, construído em alvenaria, retangular ou quadrado e recoberto por nenúfares entre os quais os patos se banhavam. No espelho d'água uma barca poderia estar à disposição para um passeio dos proprietários da moradia. Embora o mel e a cera de abelha fossem buscados no deserto por homens especializados nesse ofício, também havia criação de abelhas nos jardins das residências. Para a formação das colmeias colocavam-se jarras de cerâmica e os apicultores caminhavam sem proteção por entre os insetos, afastando-os com as mãos nuas para recolher os favos.
Tanto quanto para os grandes cultivos, a irrigação desses jardins era um trabalho longo e fatigante. Eles tinham que ser aguados regularmente porque estavam geralmente situados nas terras mais elevadas, não atingidas pelas cheias. Seu cultivo prolongava-se pelo ano todo. Entre os trabalhos de jardinagem, é apenas sobre esse detalhe da rega que possuímos algumas informações. Do restante do manuseio das plantas nada sabemos. Uma piscina, normalmente sombreada por árvores, servia de reservatório e era interceptada por regos. A água podia ser proveniente de canais ligados ao Nilo ou de uma cisterna. Tais regos eram enchidos, ainda no Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.), por meio de jarras redondas de cerâmica. Os recipientes eram levados suspensos numa vara transportada por dois homens e o conteúdo despejado nos regueiros que distribuíam a água da rega por todo o jardim. Portanto irrigava-se o jardim dirigindo-se a água diretamente dos regos para o solo cultivado, ou usando-se os cântaros enchidos nas piscinas como se fossem regadores. Com a invenção do shaduf, um artefato dotado de um recipiente e um contrapeso destinado a retirar água de um reservatório, o trabalho foi grandemente facilitado. Cultivava-se comumente nesses jardins: feijão, lentilha, alface, cebola, porro, melões, abóboras; frutas como tâmaras, figos e romãs e flores, muito usadas nos enfeites de festivais religiosos e seculares.
http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/jardins.htm

“Nós aprendemos a voar com os pássaros, a nadar com os peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.”
( Martin Luther King )

MUMIFICAÇÃO
http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/mumifica.htm
O historiador Heródoto nos conta que havia no antigo Egito pessoas encarregadas por lei de realizar os embalsamamentos e que faziam disso profissão. Conta também que havia três tipos de mumificação com preços diferentes conforme o processo fosse mais ou menos complexo e descreve todos os procedimentos, iniciando pelo embalsamamento mais caro. Diz ele: Primeiramente, extraem o cérebro pelas narinas, parte com um ferro recurvo, parte por meio de drogas introduzidas na cabeça.
Fazem, em seguida, uma incisão no flanco com pedra cortante da Etiópia e retiram, pela abertura, os intestinos, limpando-os cuidadosamente e banhando-os com vinho de palmeira e óleos aromáticos. O ventre, enchem-no com mirra pura moída, canela e essências várias, não fazendo uso, porém, do incenso. Feito isso, salgam o corpo e cobrem-no com natrão, deixando-o assim durante setenta dias. Decorridos os setenta dias, lavam-no e envolvem-no inteiramente com faixas de tela de algodão embebidas em cola. Concluído o trabalho, o corpo é entregue aos parentes, que o encerram numa urna de madeira feita sob medida, colocando-a na sala destinada a esse fim. Tal a maneira mais luxuosa de embalsamar os mortos.
Os que preferem um tipo médio de embalsamamento e querem evitar despesas, escolhem esta outra espécie, em que os profissionais procedem da seguinte maneira: enchem as seringas de um licor untuoso tirado do cedro e injetam-no no ventre do morto, sem fazer nenhuma incisão e sem retirar os intestinos. Introduzem-no igualmente pelo orifício posterior e arrolham-no, para impedir que o líquido saia. Em seguida, salgam o corpo, deixando-o assim durante determinado prazo, findo o qual fazem escorrer do ventre o licor injetado. Esse líquido é tão forte que dissolve as entranhas, arrastando-as consigo ao sair.
O natrão consome as carnes, e do corpo nada resta a não ser a pele e os ossos. Terminada a operação, entregam-no aos parentes, sem mais nada fazer.
O terceiro tipo de embalsamamento destina-se aos mais pobres. Injeta-se no corpo o licor denominado surmaia, envolve-se o cadáver no natrão durante setenta dias, devolvendo-o depois aos parentes.

http://www.wanderlino.com.br/cronicas/cronicas/09.html
"Tu tens liberdade de ser tu próprio, o teu verdadeiro eu, Aqui e Agora;
nada se pode interpor no teu caminho."
( Richard Bach )


http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/anubis.htm
ANÚBIS
Representado por um chacal ou por um cão deitado, ou ainda pela figura de um homem com cabeça de chacal ou de cão, o deus Anúbis (Anpu em egípcio) era um dos responsáveis pelo julgamento dos mortos no além-túmulo.
O defunto, trajando um vestido de linho, era introduzido por Anúbis no grande recinto onde o julgamento seria realizado.
Saudava, então, a todos os deuses presentes. Depois, pronunciava uma longa declaração de inocência formada por frases negativas:
Não pratiquei pecados contra os homens.
Não maltratei os meus parentes.
Não obriguei ninguém a trabalhar para lá do que era legítimo.
Não pratiquei enganos com o peso da minha balança.
Não causei a fome de ninguém.
Não pratiquei fraudes na medição dos campos.
Não subtrai o leite da boca das crianças.
E assim por diante, alegando que tinha vivido sempre à altura dos padrões de conduta impostos pelos homens e pelos deuses.
Enquanto o morto fazia sua declaração, Anúbis ajoelhava-se junto a uma grande balança colocada no meio do salão e ajustava o fiel com uma das mãos, ao mesmo tempo em que segurava o prato direito com a outra. O coração do finado era colocado num dos pratos e, no outro, uma pena, símbolo de Maat, a deusa verdade. O coração humano era considerado pelos egípcios a sede da consciência.
Assim, ao ser pesado contra a verdade, verificava-se a exatidâo dos protestos de inocência do defunto. Como as negativas vinham de seus próprios lábios, ele seria julgado pelo confronto com o seu próprio coração na balança. Se este se igualasse com a verdade, tudo correria bem e o defunto seria bem-vindo no além-túmulo; caso contrário, o morto estaria cheio de pecados e, então, seria comido por um terrível monstro: Ammut, o devorador dos mortos. Felizmente, os papiros sugerem que o morto em juízo era sempre absolvido. O tal monstro devia passar fome.



http://www.starnews2001.com.br/egypt/pharao.htm
O túmulo de Tutankhamon foi descoberto no Vale dos Reis por Howard Carter em 1922. O jovem rei morrera aos dezoitos anos de idade e o magnífico mobiliário do túmulo nos diz que provavelmente todos os túmulos de faraós eram igualmente mobiliados. Felizmente os ladrões de túmulos não tiveram êxito com este do jovem faraó da 18.ª Dinastia, e seu sarcófago permaneceu em segurança por mais de três mil anos.
O túmulo estava muito bem fechado na rocha. No centro da câmara mortuária havia quatro santuários ricamente decorados, um dentro do outro. No seu interior havia um enorme sarcófago de quartzita amarela com uma tampa de granito róseo. Deusas guardiãs primorosamente esculpidas postavam-se nos quatro ângulos. Dentro do sarcófago de pedra, que estava coberto de inscrições religiosas, havia diversos ataúdes folheados a ouro. Dentro do terceiro, que era de ouro, estava a múmia de Tutankhamon. Sobre o ataúde havia uma coroa de flores que ainda conservava todo seu colorido. E mais, jóias fantásticas, estátuas, peitorais e amuletos de ouro, contas, espelhos de prata, anéis e colares com pingentes de ouro na forma de flores de lótus.
Entre os muitos móveis luxuosos havia camas, cadeiras, bancos, mesas retiradas do palácio, o maravilhoso trono de ouro de Tutankhamon, vasos de alabastro, cetros, arcos e flechas, leques de plumas de avestruz, um painel que era o retrato do jovem rei e sua rainha com o símbolo de Aton e uma taça e uma lâmpada a óleo, de alabastro. As paredes e os tetos do túmulo eram revestidos de cenas religiosas, pinturas representativas de alguns dos deuses, sendo a mais extraordinária a de Osíris.
As coloridas inscrições apresentam grande beleza. Um elegante barco de alabastro repousava no túmulo, ostentando suas cabeças de íbis na proa e na popa. À meia-nau havia um quiosque delicadamente esculpido, cuja cúpula era sustentada por quatro colunas. O conteúdo do túmulo revela a mestria artística egípcia no seu apogeu. Cada objeto real é uma obra-prima de magnífico acabamento. Os artefatos encontrados nesse túmulo deveriam ser motivo de assunto sobre arte.

