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Estamos construindo um mundo no qual a humildade seja virtude.
E, que tanto a individualidade como a coletividade passem a serem fontes de crescimento, onde as rela??es humanas fluir?o sem barreiras.
Que a palavra, se torne o canto dos sonhos que florescem.

Um mundo que ir? perceber a pessoa como uma das riquezas mais preciosas existentes na terra.
Que possamos sentir o calor do Cosmo que transforma vidas, possibilitando a exist?ncia da igualdade, liberdade, solidariedade, justi?a e a paz.
Este mundo n?s seremos capazes de edificar.

(C?ritas Souzza)



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::Retrato de uma jovem do per?odo Romano::

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::Os Soldados::

A partir do Imp?rio Novo a pol?tica expansionista do Egito fez crescer a import?ncia dos militares na hist?ria do pa?s. Entretanto, os jovens das cama-das inferiores da popula??o, de temperamento bastante passivo, n?o tinham interesse em seguir a carreira militar. Ao longo dos s?culos, a qualidade do soldado de origem eg?pcia parece ter sido med?ocre e os fara?s viram-se obrigados a utilizar mercen?rios estrangeiros para compor os quadros dos seus ex?rcitos. A popula??o aut?ctone n?o admirava esse soldado e, sentindo por ele medo e at? desprezo, procurava manter-se afastada de seu conv?vio.

O rei mantinha os mercen?rios concedendo-lhes lotes de terra de onde pudessem tirar o sustento de suas fam?lias. O historiador Her?doto relata que no decorrer da XXVI dinastia (c. 664 a 525 a.C.) o n?mero de tais mercen?rios teria atingido 410 mil, sendo que cada um recebia cerca de 3 hectares de campos na regi?o do Delta. Al?m disso, 2 mil desses homens eram escolhidos para servirem como guardas do fara?, recebendo para isso uma quantidade adicional de terras e abundantes ra??es di?rias de p?o, carne e vinho. Isso n?o significa que fossem todos estrangeiros, mas sim que a grande maioria tinha antepassados de origem n?o eg?pcia.

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EGITO DE HOJE

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Hoje em dia o Egito ? totalmente diferente do que era a quase 2000 atr?s, por isso abaixo segue as caracter?sticas atuais do mesmo:

Capital: Cairo

Superf?cie: 1001449 km?

Popula??o: aprox. 66900000 hab

Mortalidade Infantil: 52 crian?as por mil

Moeda: Libra eg?pcia

Principal Idioma: ?rabe

Clima: des?rtico

Atividades Agropecu?rias: agricultura primitiva de subsist?ncia, pastoreio

Expectativa de Vida: 55 ? 65 anos

Esses s?o uns dos principais fatores geogr?ficos do Egito Atual.



SAIBA MAIS SOBRE O EGITO

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A bandeira do Egito se baseia nas cores pan-árabes e é semelhante às bandeiras de muitos outros países árabes. O emblema situado no centro é a águia dourada de Saladino, que aparece também no escudo do Egito. Foi incorporado à bandeira em 1984, no lugar do falcão existente.

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::Brasão do Egito::

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IMAGENS DO ANTIGO EGITO

:: CLIKAR para ver Imagens::

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O Rio Nilo 6.700 km (5.600 desde o lago Vitória) de extensão. Saindo do lago Vitória (com o nome de Nilo Vitória), onde se lança seu principal formador, o Kagera, o Nilo corre para o norte. Atravessando os lagos Kioga e Mobutu Sese Seko, toma o nome de Nilo Branco (Bahr el-Abiad) ao sair da região pantanosa do Sudão meridional. Em Cartum, recebe o Nilo Azul (Bahr el-Azrak) e depois o Atbara.

Atravessa, em seguida, a Núbia e o Egito, que fertiliza com as suas cheias estivais, atinge o Cairo, onde começa o delta, que se abre no Mediterrâneo.
A barragem de Sadd al-Ali (alta barragem de Assuã) regularizou-lhe o curso inferior e criou um vasto lago artificial, com 500 km de comprimento (que, em parte, se estende ao Sudão).

A prosperidade do Egito nasce da ação conjunta do Nilo e do Sol, todos os dois elevados pelos habitantes à categoria de deuses.
O rio, em cheia das mais fortes do verão, impregna os campos de uma água carregada de aluviões extremamente férteis.
O sol apressa a vazante, e o renascimento da vegetação.
Uma cheia muito fraca não alimenta bem a terra; muito forte, devasta os campos - tanto uma quando a outra levam à fome: sem a cheia, o sol seria devastador; sem o sol, a cheia seria inútil.
O importante é que o equilíbrio ( Maat) seja mantido entre os dois.



Crimes na internet? Denuncie





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:Mande cart?es com estampas eg?pcias por e-mail. Diversas op??es de cart?es: Egito antigo e moderno. ? gr?tis.CLIKA ::

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::Estatuetas Funer?rias::

Muitos dos bens encontrados nos t?mulos repetiam simbolicamente o tema da ressurrei??o, sendo esta id?ia expressa numa enorme variedade de formas. Alguns objetos correspondiam a determinadas necessidades no outro mundo. O morto era acompanhado, no seu funeral, por umas 400 figuras shabtys, talvez a mais comum de todas as antiguidades eg?pcias. Estas eram pequenas figuras substitutas do morto, um dos pap?is das quais era o de trabalhadores que deviam responder a um poss?vel dever de corv?ia que implicava carregar areia.

Depois de serem encaradas como moradas alternativas para o ka, as estatuetas passaram a ter um aspecto mumiforme e suas inscri??es associavam claramente o morto a Os?ris, o deus do mundo subterr?neo. Durante o per?odo final da XII dinastia as fun??es das estatuetas funer?rias foram ampliadas. Elas continuaram a se identificar com o propriet?rio da tumba, mas agora eram encaradas como trabalhadores que prestavam um servi?o para o defunto e foi nessa ?poca que receberam o nome de shabtys.

Tais figuras passaram rapidamente a representar os criados do morto no al?m-t?mulo e tornaram-se bastante populares, substituindo as est?tuas de servi?ais que as classe mais favorecidas depositavam em suas tumbas no decorrer dos Imp?rios Antigo e M?dio. O nome acompanhou a mudan?a e as pequenas pe?as passaram a ser chamadas de shawabty e depois de ushebty. Esse ?ltimo termo pode ser traduzido como "aquele que responde", numa refer?ncia ? situa??o de servi?al da estatueta.



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:: Maat ? A Palavra da Verdade::

A verdade n?o ? uma inven??o moderna. Tal como a conhecemos, ela existe onde h? consci?ncia; uma est? envolvida na outra. Mas de onde vem a verdade, a retid?o e a justi?a, e o que podemos chamar de c?digo de ?tica? Parece que nossa civiliza??o e nossa cultura t?m uma d?vida para com o Egito Antigo. De todas as culturas ou pa?ses conhecidos, o Egito tem os mais antigos registros hist?ricos, remontando a mais de cinco mil anos.

Em eg?pcio, a palavra para verdade ? Maat. O uso do Maat surgiu na Era das Pir?mides, iniciada por volta de 2700 a. C. No come?o, Maat estava associado ao deus-sol Ra, ao fara?, ? administra??o do pa?s, ao homem comum, aos rituais dos templos e aos costumes mortu?rios.

Al?m disso, Maat eventualmente passou a ser associado a Os?ris, o deus do outro mundo. Para os eg?pcios antigos, a palavra Maat significava n?o s? verdade mas tamb?m retid?o e justi?a. Seu s?mbolo do Maat era a pluma de avestruz. A pluma, como s?mbolo, ? encontrada em toda parte do Egito, nos t?mulos e nas paredes e colunas dos templos. A pluma pretende transmitir a id?ia de que "a verdade existir?". A pluma era transportada nas cerim?nias eg?pcias, muitas vezes sobre um cajado.





As criadas sempre novas e bonitas, em dias de festas trajavam vestidos transparentes ou usavam apenas um gorjal e um cinto sobre o corpo.

Circulavam entre os convidados distribuindo flores de l?tus para todos os presentes e com uma pomada perfumada que transportavam num grande prato, confeccionavam os cones brancos que todos usavam na cabe?a.

Esse era um acess?rio indispens?vel numa recep??o: com o calor do corpo e do ambiente os cones se fundiam lentamente, inundando o sal?o de fragr?ncia e mascarando o cheiro da comida que se espalhava pelo ar.





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Hist?rico:

- 01/07/2007 a 31/07/2007
- 01/05/2007 a 31/05/2007
- 01/04/2007 a 30/04/2007
- 01/03/2007 a 31/03/2007
- 01/02/2007 a 28/02/2007
- 01/01/2007 a 31/01/2007
- 01/12/2006 a 31/12/2006
- 01/11/2006 a 30/11/2006
- 01/09/2006 a 30/09/2006



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ESCARAVELHO

 

http://antigoegito.tripod.com/simbolos.htm

 

O coração do morto era retirado durante o ritual de mumificação e, em seu lugar, era  colocado um amuleto em forma de escaravelho a fim de dar nova vida e existência à múmia.

 

O besouro usado como modelo para os amuletos era da família dos Lamelicórneos e tinha duas características especiais:

* Primeiro: eles colocavam seus ovos dentro de bolas de excremento que eram roladas até buracos; as larvas, ao nascerem, alimentavam-se desse  material. Como esse tipo de besouro nascia a partir de matéria putrefada (excremento), ele  também poderia dar vida ao corpo sobre o qual fosse colocado, contanto que as palavras mágicas de poder apropriadas fossem inscritas ou lidas perante o amuleto.

* Segundo: os escaravelhos costumavam voar nas horas mais quentes do dia, mostrando uma ligação muito forte entre eles e o Sol, que era a divindade máxima do Egito. Outro ponto importante é o fato do Sol "rolar" pelo céu no sentido oriente/ocidente. Logo, o escaravelho rolando sua bola de excrementos era a simbologia perfeita do Sol nascendo e morrendo no horizonte. O Sol continha os germes da vida para os egípcios, assim como, a bola dos escaravelhos continha os germes de uma nova vida (as  larvas).

 

Dentro dos rituais de ativação do escaravelho (símbolo do nascimento) está a seguinte oração que  era  lida ao nascer do Sol:

"Sou Thoth, inventor e fundador dos remédios e das letras; vem a mim, ó tu que estás debaixo da terra, levanta-te para mim, ó grande espírito ..."

 

 

 

“ Pela prática verdadeira em sua vida diária, o homem cumpre sempre de fato

a  meta de toda  religião,

qualquer que ela  seja ou  que  nome  tenha.”

 

( Dalai- Lama )



- Postado por: Cáritas Souzza ?s 18h04
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23.12.2006

 Hatshepsut - Uma  mulher como  Faraó do  Antigo Egito

 http://www.klepsidra.net/klepsidra16/egito-9.htm

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hatchepsut

 

Hatshepsut nasceu em Tebas.   Era a filha mais velha do rei Tutmés I (Tutmósis I) e da rainha  Ahmose. Quando o seu pai morreu Hatshepsut teria cerca de quinze anos (para alguns egiptólogos  teria vinte anos). Casou com seu meio-irmão,   Tutmés II,  seguindo um costume que existia no Antigo Egito   que consistia em membros da família real casarem entre si. Após a morte de Tutmés II, cujo reinado é pouco conhecido, o sobrinho de Hatshepsut,   Tutmés III,  era ainda uma criança que não estava apta a governar. Por esta razão Hatshepsut, na qualidade de grande esposa real do rei Tutmés II, assumiu o poder como regente na menoridade de Tutmés III. Mais tarde, Hatshepsut decidiu assumir a dignidade de faraó.Hatshepsut era uma mulher de caráter extraordinário.

 

Parece ter tido tanta força política quanto carisma, além de saber controlar habilmente o Clero de Amon, sendo assim, num dado momento, conseguiu usurpar o trono de Tutmés III e se tornar, com direito a todas as honras, o Faraó do Egito. Ao contrário do que viria a ocorrer no Período Ptolomaico; as mulheres não podiam ocupar o cargo de Faraó.  Ao que parece, Hatshepsut conseguiu convencer o Clero de Amon (ou parte dele) a ver nela a verdadeira encarnação de Amon-Ra (como veremos a seguir, o atual Deus Dinástico não era mais Hórus, nem mesmo Ra-Horemkhat, mas Amon-Ra) e, sendo assim, a herdeira do trono. Ela tomou para si o cajado, o mangual, as coroas e até mesmo a barba Reais e, sendo assim, se tornou o novo Faraó.

 

Como mulher, a Rainha não se arriscou a dar continuidade à expansão militar rumo à Ásia, preferiu se ater a embelezar o templo de Karnak (colocando nele os mais altos obeliscos que viria a ter) e a incentivar o comércio. Em seu governo o Egito voltou a comercializar com o Reino de Punt, trazendo de lá diversos animais e produtos exóticos.

 

  

 

"Há duas maneiras de viver a vida: Uma, é como se nada fosse milagre. A  outra, como  se tudo fosse milagre."

( Albert Einstein )



- Postado por: Cáritas Souzza ?s 08h03
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16.12.2006 

Um homem está sentado  em frente a um forno sobre uma base retangular. Tem um saiote curto e uma peruca lisa curta. A sua perna direita está dobrada debaixo dele, a perna esquerda suporta o braço esquerdo. A mão direita está levantada junto à cabeça enquanto a outra atiça o fogo dentro do forno.  Acima do fogo foram empilhadas várias camadas de pão.

 

  

PANIFICAÇÃO

 

http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/panifica.htm

  

No antigo Egito usava-se a farinha de cevada ou de trigo para fazer pão. A espécie do trigo utilizado tem muito pouco do glúten que faz o pão moderno esponjoso e lhe dá uma bonita casca. Tanto a produção da farinha quanto a do pão tinham caráter doméstico. Nas casas abastadas moia-se os grãos e assava-se o pão ao lado das residências ou nos seus terraços.

 

Inicialmente um grupo de homens colocava as espigas do cereal, já livres de impurezas, em um almofariz de pedra. Eram, então, debulhadas em cadência com pesados malhos. Algumas mulheres peneiravam o resultado da debulha, separavam o farelo para os animais e entregavam os grãos para  a moagem. Para tanto usava-se um utensílio com dois compartimentos e uma grande pedra. 

 

Os padeiros trabalhavam no mesmo local confeccionando os pães. Enquanto isso, as formas cônicas eram postas sobre o fogão de molde a que as chamas atingissem seu interior. Quando o aquecimento das formas jã era suficiente, elas eram colocadas numa prancha crivada de orifícios redondos, enchidas com a massa recém amassada e misturada com fermento e tampadas. Só restava esperar o cozimento. Prontos os pães e retirados de suas formas, eram transportados para o consumo em cestos de vime.

 

 

  

É preciso lutar por um futuro.
Um amanhã que seja justo, precioso e gratificante.
É preciso merecer esse amanhã.
E também fazer que outros o mereçam.
É preciso força para  vencer todos os obstáculos
que porventura apareçam,
sem desistir antes de ver alcançada a meta desejada.
É preciso estender as mãos ao próximo,
pois ele é a chave que abre as portas para um novo dia!

 ( Evandro  de  Oliveira  Valva )



- Postado por: Cáritas Souzza ?s 01h53
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09.12.2006 

CARROS DO EGITO  ANTIGO

http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/carros.htm

 

 

A partir do Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.), já que o cavalo havia sido introduzido no Egito pelos Hicsos, os carpinteiros passaram a desenvolver uma nova atividade: a fabricação de carros. O carro   era essencialmente construído de madeira. As rodas nunca foram cercadas por um aro metálico, mas podia-se aplicar placas de metal na caixa do veículo. As peças do carro eram em grande número.

O mais difícil era obter rodas perfeitamente redondas. Tinham quatro ou seis raios. O círculo era feito de vários segmentos serrados de uma tábua de espessura conveniente, e reunidos.

 

Carros com duas rodas eram empregados durante as guerras de conquita enquanto que carros ligeiros, de quatro rodas, puxados por cavalos, também eram empregados nas cidades, mas apenas por uns poucos privilegiados. Estes utilizavam tal veículo quando eram convocados ao palácio, quando passeavam ou visitavam seus domínios.

Onde Deus lhe plantou, é aí que deve dar flores.

(provérbio canadense)



- Postado por: Cáritas Souzza ?s 22h56
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08.12.2006

 

 CASAMENTO  EGÍPCIO

 http://www.geocities.com/Athens/Agora/5555/casament.htm

 

 

Ao que tudo indica, as jovens podiam se casar a partir da idade de 12 ou 14 anos e os rapazes por volta dos 16 ou 17, mas isso dependia muito da situação financeira do casal. Os rapazes eram incentivados a cassarem-se cedo, para terem filhos. Um sábio diz em um dos textos sobre o assunto:

Estabelece um lar e ama tua mulher em tua casa assim que possas. Toma uma mulher enquanto ainda és jovem, a fim de que ela possa te dar filhos, pois um homem é considerado na medida do número de seus filhos.

 Além do consentimento que davam ao matrimônio, os pais pareciam pouco interferir na escolha dos filhos, com a qual geralmente concordavam e aprovavam. É certo que havia casos em que os pais ou superiores decidiam casamentos, mas em geral os jovens eram livres para seguir o que seus corações mandassem.

 

Sentyotes, por exemplo, uma grande princesa, casou-se com o anão Seneb e conseguiu dar-lhe um filho e uma filha normais. Dos conselhos não escapavam, porém, os rapazes nas vésperas do enlace.  Ainda que os faraós pudessem desposar suas irmãs e até mesmo as próprias filhas por razões dinásticas, o povo em geral não adotava a mesma prática incestuosa. Amantes e esposos chamavam uns aos outros de meu irmão e minha irmã, mas isso era apenas uma forma carinhosa de tratamento. A união de tios e sobrinhas e outros enlaces consanguíneos, entretanto, parecem ter sido permitidos. De maneira geral os casamentos eram realizados entre pessoas da mesma camada social, mas não eram raros os enlaces que contrariavam essa regra. Também aconteciam uniões entre egípcios, fossem homens ou mulheres, com estrangeiros. A monogamia era a regra entre a população, ainda que o mesmo não valesse para o faraó. Se um homem comum, excepcionalmente, se tornava polígamo, suas concubinas tinham menos direitos do que a esposa principal. Ao que tudo indica, a escolha que os egípcios fizeram pela monogamia foi baseada em considerações de ordem econômica.

 

 Um lar harmonioso, muitos filhos, uma mulher amante, tal era realmente o desejo que a maioria dos egípcios formulava. Geralmente, para eles o amor conjugal representava um ideal a atingir e eram ajudados nisso pela aplicação de uma moral que lhes fora inculcada desde a instrução primária e que, no Egito, desempenhava um papel mais importante do que em qualquer outra civilização da Antiguidade.

 

"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada.

Caminhando e semeando, no fim terás o que colher."

(Cora Coralina)



- Postado por: Cáritas Souzza ?s 13h27
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