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*Pr?mio Sabedoria*


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Hist?rico:
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Escrita Hieroglífica
http://antigoegito.tripod.com/escrita.htm
Os antigos egípcios acreditavam que sua escrita sagrada - datada de 3.100 a.C. - era um presente de Thoth, o deus da sabedoria. Entretanto, os estudiosos contemporâneos afirmam que o povo do Nilo sofreu influências da escrita mesopotâmica.
Qualquer que seja a sua origem, a escrita hieroglífica foi um instrumento que possibilitou aos egípcios registrarem dados diversificados de sua cultura: da vida cotidiana da população até as proclamações dos sacerdotes e decretos reais. Traduzindo ao pé da letra, "hieróglifo" significa "inscrição sagrada". Outras formas de escrita gravavam textos mundanos; os hieróglifos aspiravam a eternidade.
Detalhada e meticulosamente gravados, os hieróglifos geralmente associavam símbolos fonéticos com imagens de objetos reais. Não havia vogais, e predominava pouco espaço. Leitores dependiam do contexto e do senso comum para ajudá-los a decifrar o significado. Essa escrita era comumente lida da direita para a esquerda, ou de cima para baixo. Mas sempre houve exceções.
Os egípcios abandonaram os hieróglifos no quarto século depois de Cristo, pois os líderes cristãos se opuseram ao uso dos símbolos pagãos.
Algumas centenas de anos mais tarde, sob a administração dos islâmicos, o Egito adotou o árabe como língua popular. Em pouco tempo as inscrições antigas perderam seu sentido. Elas permaneceram um mistério por séculos.

"O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função
do amor
é levar o ser humano à perfeição."
( Aristóteles )



Crianças do Egito Antigo
http://antigoegito.tripod.com/crianca.htm
Os egípcios gostavam de crianças e as tinham sempre por perto. Os filhos dos pastores acompanhavam seus pais ao campo. Mesmo os soberanos viviam rodeados pelos filhos.
Assim que a criança nascia era preciso dar-lhe um nome, já que não existia entre eles o assim chamado nome de família. Alguns desses nomes eram curtos: Ti, Abi, Tuí, To. Outros eram verdadeiras frases como Djed-Ptah-iuf-ânkh, que significa Ptah diz que ele viverá. Substantivos e adjetivos também eram transformados em nomes: Djâu. a vara; Chedu, o odre; Menkhti, o forte; Chery, o pequeno; Ta-mit, a gata. Os pais costumavam adotar uma divindade como padrinho do recém-nascido e desse fato também podia advir o seu nome: Hori para os afilhados do deus Hor; Setuí para os afilhados do deus Seth; Ameni para os afilhados do deus Amon e assim por diante. Escolhido o nome fazia-se o registro do nascimento junto à autoridade competente, até porque era necessário que a administração conhecesse o número de bocas que tinha a obrigação de alimentar.
Os pequeninos egípcios ligavam-se estreitamente aos animais que os cercavam: cabritos, gansos, patos, pombos, gatos e cães. Os pequenos macacos, que frequentavam as casas desde o Império Antigo, também eram seus companheiros de folguedos. Para brincar as crianças utilizavam fragmentos de objetos domésticos. A arqueóloga Christiane Noblecourt conta que em escavações foi encontrada a eterna silhueta animal perfilada em madeira e montada sobre rodas, que bastava puxar com uma cordinha, além de parelhas miniaturizadas em terracota, imitando a equipagem do faraó, cujos súditos eram substituídos por macacos! A boneca de madeira com membros articulados também existia, pelo menos na Baixa Época.
No instante em que a criança não mais podia andar nua, momento que devia coincidir talvez com a entrada na escola, o menino ganhava uma espécie de saio e um cinturão e a menina recebia um vestido. Essa era uma data marcante da vida infantil e ficava marcada para sempre na memória, como atestam velhos cortesãos ao escreverem que não esqueciam ter recebido o cinturão no reinado de um determinado faraó. Era então que os meninos começavam a ser orientados no sentido de, um dia, virem a exercer o ofício de seus pais.

"Fazei que possamos não procurar tanto sermos entendidos quanto entendermos."
( São Francisco de Assis )


Higiene e beleza no Antigo Egito
http://antigoegito.tripod.com/higiene.htm
Bastante vaidosas que eram, as mulheres egípcias dispunham de vários apetrechos para cuidarem de sua higiene e beleza. Os escrínios de toucador continham os mais belos recipientes e pequenos frascos de perfume que possam existir, em madeiras preciosas provenientes sobretudo da Núbia e do Sudão, em marfim, em vidros multicores e translúcidos e, às vezes, até transparentes.
Tanto para as mulheres quanto para os homens, os cuidados de higiene com o corpo, pelo menos entre as classes mais altas da sociedade egípcia, desempenhavam importante papel. Ao que parece, até a ducha já era conhecida: utilizava-se para tanto uma peneira ou uma cesta. É claro que o mais comum era que se tomasse banho no Nilo, mas as residências refinadas dispunham de um banheiro reservado com privada.
Nos palácios reais do Império Antigo a presença das salas de banho está confirmada pela existência do título da função de diretor da sala de banhos. Para se lavarem, os egípcios usavam uma bacia e um jarro provido de bico, no qual colocavam a água. Ao lavarem os dentes, desinfetavam a água com uma espécie de sal. Usavam ainda uma pasta solidificada contendo uma substância desengordurante como, por exemplo, cinza, que levantava espuma quando esfregada.
Os homens utilizavam com frequência os serviços profissionais dos barbeiros, pedicuros e manicuras, enquanto que as mulheres não dispensavam o cabeleireiro. Os barbeiros usavam uma navalha de barba que, durante o Império Novo, consistia de uma pequena peça chata de metal com formato não muito diferente de um machado em miniatura e com bordas cortantes, a qual era fixada em um cabo curvo de madeira e girava entre os dedos do profissional. Tais apetrechos eram guardados em estojos de couro dotados de uma asa, os quais, por sua vez, eram acondicionados em elegantes escrínios de ébano. Os mesmos escrínios eram empregados pelos pedicuros e manicuras para guardar suas pinças, raspadores e tesouras de trabalho. As pessoas de poucos recursos usavam os serviços de barbeiros que se instalavam ao ar livre, embaixo de árvores.
Para combater os maus cheiros do corpo na época do calor, os egípcios friccionavam-se durante vários dias com um unguento à base de terebentina e de incenso que eram misturados com certos grãos não especificados e com um perfume.
O couro cabeludo era objeto de cuidados incessantes. Ora se tratava de suprimir os cabelos grisalhos, evitar o embranquecer das sobrancelhas, ora se tratava de combater a calvície, ou de fazer crescer o cabelo. Sabia-se que o óleo de rícino era adequado a esta higiene especial. Mas os egípcios também sabiam libertar-se dos pelos e das penugens supérfluas.
Em meados da XVIII dinastia tornou-se moda uma série de novos penteados. Em todas as épocas as mulheres se preocuparam com os seus penteados e com suas perucas, pois a cabeleira era um dos fetiches eróticos do homem egípcio.

" Vida é deixar-se envolver. É entregar-se ao momento, à sensação, ao sentimento. Vida é abandonar-se sem medo, sentir plenamente cada movimento. Vida é gritar bem alto, deixando vir de dentro a alegria de estar amando...assumir de corpo inteiro e não só no pensamento. Vida é amar sem medo."
(Léa Waider)


Educação no Egito
http://antigoegito.tripod.com/educacao.htm
A criança aprendia primeiramente a ler e a escrever. Como o papiro era um material caro para ser desperdiçado, os estudantes recebiam inicialmente, para os seus exercícios, placas de calcário muito bem polidas nas quais estavam riscadas linhas ou quadrados. Em Tebas o material era ainda mais tosco: pedaços de pedra rudemente talhados. Esses eram os cadernos de exercícios e os cadernos do dia-a-dia das crianças egípcias. O treinamento consistia em traçar sinais isolados, hieróglifos ou sinais cursivos e, também, pequenos desenhos, copiados de várias fontes. Alguns trabalhos apresentavam datas. Como o material empregado era barato, o aluno podia estragá-lo à vontade e só depois de muito treino era promovido a estudante. A partir desse momento estava autorizado a copiar num bom papiro intacto, não apenas um trecho, mas uma obra completa.
A educação não consistia unicamente no estudo da gramática e escrita, no conhecimento dos textos clássicos, das histórias divinas, de um pouco de desenho. Os funcionários egípcios tinham ocupações extremamente variadas e passavam, com uma espantosa facilidade, de um serviço para outro.
Era pois, necessário que os estudantes fossem iniciados no conhecimento das leis e dos regulamentos, da História, da Geografia e das principais técnicas. Haveria concursos e diplomas? Estamos tentados a crer que sim, vendo as perguntas que o escriba Hori faz a um dos seus confrades que gostaria de apanhar em falta: Que ração têm as tropas em campanha? Quantos tijolos são necessários para construir uma rampa de certas dimensões? Quantos homens são precisos para transportar um obelisco? Como erguer um colosso? De que modo se organiza uma expedição militar? E, finalmente, perguntas de todo o gênero sobre a geografia da Síria. Nestas perguntas podemos ver um programa completo de estudos.
Além da aprendizagem da escrita os egípcios se entregavam à dança e gostavam do cheiro da cerveja.
A facilidade de que o homem dispunha, no Egito, de ter concubinas em casa, de comprar ou alugar escravas, impedia, de certo modo, que as casas de prostituição se desenvolvessem. Contudo, existiam algumas onde os clientes além de serem induzidos a beber demasiado podiam encontrar dançarinas, cantoras e músicas profissionais, que eram, na generalidade, mesmo as cantoras de Amon, mulheres fáceis. Ali se iniciavam nos encantos da música estrangeira. Cantava-se declamava-se, com acompanhamento de adufe e da harpa. Inciavam-se também noutros prazeres até que se encontravam na rua num estado abjecto e, depois de baldados esforços para tornar firme o passo cambaleante, rolavam no lixo, ou viam-se a braços com uma má questão judicial.

“ Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la.”
( Cícero )


Vida cotidiana dos Egípcios
http://antigoegito.tripod.com/cotidiano.htm
A sociedade era patriarcal, mas sabe-se que a mulher exercia grande influência sobre toda a civilização egípcia (basta lembrar-se de Hatshepsut, Nefertiti, Nefertari e Cleópatra VII). Os egípcios estavam tão à frente de seu tempo que as mulheres podiam escolher seus maridos e pedir o divórcio! Tal costume, já milenar na época dos césares, escandalizava o Senado romano.
O pai era responsável pela sustentação da família, enquanto a mãe cuidava do lar e criava as crianças. Os filhos, além de brincar, preparavam-se desde cedo para a vida adulta e, muitas vezes, eram aprendizes dos pais (a sociedade egípcia era dividida em castas, quase sempre sem mobilidade social, ou seja, o filho de um artesão seria um artesão, o filho de nobre seria nobre, etc).
A nobreza egípcia era muito vaidosa. Tanto homens como mulheres usavam roupas de linho branco e peles raras, além de magníficos colares e braceletes de ouro, incrustados com pedras preciosas e semi-preciosas como ametista, turquesa, lápis-lázuli, etc. Por ser um povo muito supersticioso, os egípcios desenvolviam jóias que continham amuletos. Os cosméticos usados pelo faraó e sua corte também eram de extrema importância, pois seu uso era destinado não apenas ao aspecto estético, mas também à saúde e higiene. Na realeza, costumava-se pintar os olhos com kohl, uma tinta preta obtida a a partir do chumbo, da fuligem ou da grafite (a maquiagem foi inventada no Antigo Egito).
Por incrível que pareça, para os antigos habitantes do Nilo, os cabelos eram considerados uma "sujeira" do corpo. Muitos os raspavam e usavam elaboradas perucas no lugar. Essas perucas, ironicamente, eram feitas com cabelo humano e presas com resinas e ceras que, sob o calor escaldante do Egito, derretiam e emitiam perfumes.

"Assuma o comando da sua atitude. Não deixe que outra pessoa a escolha por você."
(S. Brown)


Osíris, Deus da lua, e Ísis, a Deusa da lua, irmã e esposa de Osíris, a mãe de Hórus, o jovem Deus da lua, aparecem nos textos religiosos antes da quinta dinastia (cerca de 3.000 a. C.).
Ísis era entre os egípcios a Deusa protetora da medicina, da espécie humana, da magia, dos encantamentos, da fecundidade, da maternidade, e protetora das mulheres em todos os problemas peculiares a este sexo. Além dela havia outras divindades que presidiam o nascimento dos homens.

Mulheres Egípcias e a Maternidade
http://antigoegito.tripod.com/matern.htm
A partir da adolescência a jovem egípcia começava a preocupar-se com o futuro papel de mãe que iria desempenhar. Passava a usar cintos para enfeitar os quadris com adornos feitos de motivos de ouro em forma de cauri, concha símbolo da vulva que podia procriar.
Para saber se estava ou não grávida e até para conhecer de antemão o sexo do bebê, a jovem seguia procedimentos indicados em vários papiros, sendo que o mais célebre usa empiricamente a teoria dos hormônios. Nesta receita a areia provavelmente servia de suporte aos grãos dos cereais e as tâmaras serviam como adubo.
Dizia o papiro: “ Outro meio de reconhecer se uma mulher procriará ou não: colocarás cevada e trigo em dois sacos de tecido que a mulher regará com sua urina todo dia; paralelamente, tâmaras e areia em dois outros sacos. Se a cevada e o trigo germinarem ambos, ela procriará. Se germinar a cevada primeiro, será um menino; se é o trigo que germina primeiro, será uma menina. Se nenhum dos dois germinar, ela não procriará.”
O leite materno era utilizado entre outras coisas, no preparo de poções e líquidos benfazejos, para acalmar a tosse de uma criança, por exemplo, misturado com mel e tâmaras açucaradas. Esse remédio muito antigo aproximava-se de outras prescrições médicas que recomendavam "o leite da mulher que acabou de pôr um filho no mundo" para curar a coriza, mas também as oftalmias. Pequenos recipientes encantadores, em forma de uma mulher agachada tendo nos braços um recém-nascido completamente nu, deviam servir para transportar o precioso líquido.
"A felicidade humana é produzida não tanto pelos bons momentos de sorte que acontecem raramente, mas pelas pequenas vantagens que conseguimos a cada dia."
( Benjamin Franklin )
