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Hist?rico:
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MITOLOGIA EGÍPCIA: HÓRUS
http://www.maconaria.net/mitologia3.shtml
Hórus, mítico soberano do Egipto, desdobra as suas divinas asas de falcão sob a cabeça dos faraós, não somente meros protegidos, mas, na realidade, a própria incarnação do deus do céu. Pois não era ele o deus protector da monarquia faraónica, do Egipto unido sob um só faraó, regente do Alto e do Baixo Egipto? Com efeito, desde o florescer da época história, que o faraó proclamava que neste deus refulgia o seu ka (poder vital), na ânsia de legitimar a sua soberania, não sendo pois inusitado que, a cerca de 3000 a. C., o primeiro dos cinco nomes da titularia real fosse exactamente “o nome de Hórus”. No panteão egípcio, diversas são as deidades que se manifestam sob a forma de um falcão. Hórus, detentor de uma personalidade complexa e intrincada, surge como a mais célebre de todas elas. Mas quem era este deus, em cujas asas se reinventava o poder criador dos faraós? Antes de mais, Hórus representa um deus celeste, regente dos céus e dos astros neles semeados, cuja identidade é produto de uma longa evolução, no decorrer da qual Hórus assimila as personalidades de múltiplas divindades.
Originalmente, Hórus era um deus local de Sam- Behet (Tell el- Balahun) no Delta, Baixo Egipto. O seu nome, Hor, pode traduzir-se como “O Elevado”, “O Afastado”, ou “O Longínquo”. Todavia, o decorrer dos anos facultou a extensão do seu culto, pelo que num ápice o deus tornou-se patrono de diversas províncias do Alto e do Baixo Egipto, acabando mesmo por usurpar a identidade e o poder das deidades locais, como, por exemplo, Sopedu (em zonas orientais do Delta) e Khentekthai (no Delta Central). Finalmente, integra a cosmogonia de Heliópolis enquanto filho de Ísis e Osíris, englobando díspares divindades cuja ligação remonta a este parentesco. O Hórus do mito osírico surge como um homem com cabeça de falcão que, à semelhança de seu pai, ostenta a coroa do Alto e do Baixo Egipto. É igualmente como membro desta tríade que Hórus saboreia o expoente máximo da sua popularidade, sendo venerado em todos os locais onde se prestava culto aos seus pais. A Lenda de Osíris revela-nos que, após a celestial concepção de Hórus, benção da magia que facultou a Ísis o apanágio de fundir-se a seu marido defunto em núpcias divinas, a deusa, receando represálias por parte de Seth, evoca a protecção de Ré- Atum, na esperança de salvaguardar a vida que florescia dentro de si.
Hórus foi imortalizado através de díspares representações, surgindo por vezes sob uma forma solar, enquanto filho de Atum- Ré ou Geb e Nut ou apresentado pela lenda osírica, como fruto dos amores entre Osíris e Ísis, abraçando assim diversas correntes mitológicas, que se fundem, renovam e completam em sua identidade. É dos muitos vectores em que o culto solar e o culto osírico, os mais relevantes do Antigo Egipto, se complementam num oásis de Sol, pátria de lendas de luz, em cujas águas d’ ouro voga toda a magia de uma das mais enigmáticas civilizações da Antiguidade.

"Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor.”
( Madre Teresa de Calcutá )



http://antigoegito.tripod.com/ciencia.htm
Os egípcios usavam a numeração decimal pelo menos desde os idos da primeira dinastia (c. 2920 a 2770 a.C.). Entretanto, não conheciam o zero, mas às vezes, intuitivamente, o escriba o manejava deixando um espaço vazio para ele. Um traço indicava a unidade, um arco indicava a dezena e uma corda enrolada indicava a centena. Na foto ao lado, de um muro de uma construção de Tutmósis III (c. 1479 a 1425 a.C.) em Karnak, pode-se observar esse sistema de notação. Trabalhavam apenas com três operações aritméticas: a soma, a subtração e a divisão. Para multiplicar usavam o expediente de fazer adições sucessivas. Tinham dificuldade em lidar com as frações. As que tivessem numerador maior do que 1 eram divididas em parcelas com numerador unitário para serem usadas nos cálculos. Excetuava-se a fração 2/3, que eles sabiam utilizar tal como se apresentava. A diferença entre a progressão aritmética e a geométrica era perfeitamente entendida e calculavam com precisão as áreas dos triângulos, retângulos e hexágonos bem como o volume das pirâmides, do cilindro e até mesmo do hemisfério. Calcularam em 3,16 a razão entre a circunferência de um círculo e seu diâmetro, o que é um valor notavelmente exato para a época, mormente quando lembramos, por exemplo, que a Bíblìa apresenta o número 3 para o valor de PI.
As inundações anuais do Nilo destruíam de tempos em tempos os marcos limítrofes das propriedades, originando contendas sobre os direitos à terra. Nesse cenário desenvolveu-se a classe profissional dos agrimensores, chamados de esticadores de corda, aos quais cabia restabelecer os antigos limites das áreas inundadas. Na prática eles já conheciam o teorema de Pitágoras. Eles sabiam — diz Idel Becker — que um triângulo com lados 3, 4 e 5 é retângulo. Faziam, pois, numa corda, 12 nós — a intervalos regulares. Amarravam as pontas e esticavam a corda, dobrando-a convenientemente em três dos nós. Obtinham, assim, um triângulo retângulo. Isto lhes permitia traçar perpendiculares e paralelas, necessárias às tarefas de agrimensura. Desta forma conseguiam restabelecer os antigos limites das terras dos diversos proprietários.
Não sendo cientistas puros, os egípcios tinham pouco interesse pela natureza do universo físico em si mesmo. Apesar disso, fizeram mapas dos céus, identificaram as principais estrelas fixas e conseguiram algum sucesso na determinação exata das posições dos corpos celestes. A figura ao lado mostra motivos astronômicos pintados no teto do túmulo de Seti I (c. 1306 a 1290 a.C.). Heliópolis era o centro de culto do Sol e como o ritual desse deus estava ligado intimamente com a medida do tempo e os movimentos dos corpos celestes, era natural que a astronomia fosse estudada principalmente naquela cidade. Idel Becker explica que eles agrupavam as estrelas em constelações identificadas com as divindades; e nessa forma eram elas representadas nos tetos e nas tampas dos ataúdes. Representava-se o universo como uma caixa retangular, no meio de cuja base ficava o Egito. O firmamento era sustentado por quatro píncaros de montanhas; as estrelas pendiam do céu por meio de cabos. Em torno da terra corria um rio onde viajava um barco que conduzia o sol.
Os egípcios pouco fizeram em outros campos científicos. Apesar de terem realizado façanhas de engenharia que rivalizam com a perícia da mecânica moderna, seus conhecimentos de física eram os mais rudimentares possíveis. Conheciam o princípio do plano inclinado, mas ignoravam a roldana e, provavelmente, também, o rolo. Embora fosse pequeno o seu conhecimento de química, ao menos deram o nome a essa ciência. Deve também ser consignado, em seu favor, um considerável progresso na metalurgia, a invenção do relógio de sol e do de água, o fabrico do papel e do vidro. Com todas as suas deficiências como cientistas puros, igualaram realmente os romanos nas realizações práticas e foram muito além dos hebreus e dos persas.

“As grandes coisas são feitas por pessoas que tem grandes idéias e saem pelo mundo para fazer com que seus sonhos se tornem realidades”
Ernest Holmes

Escribas
http://www.starnews2001.com.br/egypt/escriba.html


Os escribas eram uma classe muito importante no Egito Antigo. Somente eles tinham oportunidade de seguir carreira no serviço público ou como administrador de uma grande propriedade, pois a escrita fazia parte da profissão especializada. Eram tantas as exigências para a carreira de um escriba, quanto honrosas e lucrativas as compensações para quem a seguia. Um jovem que tivesse a sorte de ter passado pela importante escola de escribas de Mênfis, ou mais tarde, de Tebas, devia não só saber ler, escrever e desenhar com o máximo de habilidade, como também dominar perfeitamente o idioma, a literatura e a história do seu país. Além disso, devia ter amplos conhecimentos de matemática, contabilidade, processos administrativos gerais e até mesmo de mecânica, agrimensura e desenho arquitetônico. Quando um homem se qualificava como escriba, automaticamente se candidatava a membro da classe oficial culta, o que o isentava de qualquer espécie de trabalho servil e facilitava-lhe galgar uma série de estágios conhecidos para chegar aos cargos mais elevados do país.
No cumprimento de suas funções, o escriba sentava-se de pernas cruzadas e improvisava com a parte dianteira do seu saiote de linho, bem esticado, uma espécie de mesa. Empunhando a pena ou o pincel de junco e com um rolo de papiro estendido sobre o saiote que lhe cobria os joelhos, ele estava pronto para tomar o ditado (veja imagem ao lado). Os pigmentos para escrever, em geral vermelho ou preto, estavam em tigelas de alabastro, no chão, ao lado. O escriba escrevia da direita para a esquerda, adotando a chamada escrita hierática, em geral com um pincel fino feito de junco, tendo a ponta cuidadosamente desfiada e aparada. O papel era feito de tiras estreitas de papiro, cruzadas em duas direções, comprimidas juntas e depois lustradas.
Os antigos egípcios extraíam a tinta moendo minérios coloridos, cujo pó, misturado com algum líquido, dava uma tonalidade para cada tipo de escrita ou pintura, que decoravam as paredes internas das pirâmides e dos templos.

"A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delicia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você."
(Ralph Waldo Emerson)


AGRICULTURA NO ANTIGO EGITO
http://antigoegito.tripod.com/agric.htm
Os produtos básicos da agricultura do Antigo Egito eram os cereais (trigo duro e cevada principalmente) e linho. Figos, uvas, tâmaras, maças, rábanos, ervilhas e favas também estavam entre as produções do solo egípcio. O papiro era coletado nas terras pantanosas e utilizado não só para a alimentação, preparada com os seus rizomas, mas também como matéria-prima em produtos de uso variado. Cordas eram fabricadas a partir dos seus troncos e suas fibras permitiam confeccionar tecidos, desde os mais finos, para o vestuário elegante, até lonas grosseiras. Por sua vez, vimes, juncos e folhas de palmeiras tamareiras eram utilizados no fabrico de cestos e esteiras. O trabalho agrícola ocupava pouco mais de seis meses do ano e, assim, se dispunha de mão-de-obra abundante para trabalhos artesanais da aldeia, para conservação dos canais de irrigação e para as obras hoje ditas faraônicas: templos, palácios, monumentos e sepulcros.
Eram três as estações do ano típicas do país: a inundação, a saída e a colheita. A primeira estendia-se de julho a outubro e durante ela as águas elevavam-se, normalmente, até sete ou oito metros de altura; a segunda era marcada pelo reaparecimento das terras cultiváveis antes escondidas pelas águas, era a época da semeadura e ia de novembro a fevereiro; finalmente a colheita realizava-se de março a junho.
Na horticultura, eram produzidos alho, cebola, pepino, alface e outras verduras e legumes; também eram plantadas árvores frutíferas, e videiras. Várias plantas (como o sésamo) eram cultivadas para obtenção de azeite; o azeite de oliva era importado. Sabemos ainda que os óleos vegetais eram utilizados não apenas na cozinha, mas também na iluminação, nos cosméticos e na terapêutica e provinham principalmente da bolota, do coco e do rícino.
O camponês, no Egito não tinha vida fácil, exceto nas poucas semanas em que a água, recobrindo toda a região, transformava cada aldeia numa ilhota. Mal o rio baixava, a irrigação, responsável pela nutrição da terra, devia ser constantemente fiscalizada, ajudada, conduzida e mesmo realizada pela mão do homem. Para discipliná-la, bem como para drenar os charcos, fazia-se necessária a construção de diques, a abertura de canais e a reparação contínua de uns e outros. Durante o período de vegetação, era preciso manter o abastecimento de água dos canalículos, pelo menos nos jardins, água esta que era recolhida nos braços mortos, nos poços ou no rio: manejando a vara do balanceiro ou, diretamente, um pesado recipiente, braços humanos levavam a cabo, com tal objetivo, um duríssimo trabalho. Vinha depois a colheita, exigindo numerosa mão-de-obra, repartida por turmas de trabalhadores.
Para alguns egípcios que frequentavam os bancos escolares, era necessário um regresso aos trabalhos do campo. Contra tal pensamento levanta-se um escriba. Segundo ele, todos os ofícios manuais eram desprezíveis, mas o ofício de agricultor mais do que qualquer outro. As pessoas que exerciam essa profissão estragavam-se, assim como acontecia aos utensílios. Agredido e explorado pelos seus senhores e pelos agentes do fisco, roubado pelos vizinhos, pelos soldados-ladrões, traído pelos elementos, arruinado pelos gafanhotos, pelos roedores e por todos os inimigos do homem, tal é o agricultor. A sua mulher é presa, os seus filhos são arrebatados como penhores. Em resumo: o agricultor é o retrato perfeito de um infeliz.
"Você reza na sua aflição e na sua necessidade... quem dera que você rezasse também na plenitude da sua alegria."
(Gibran Kahlil Gibran)
